Na segunda-feira, quer ir à natação. Pediu, insistiu, escolheu ele o fato de banho.
Na quarta-feira, chora à porta de casa para não ir.
E tu, cansada, ouves-te a dizer: «mas não eras tu que querias?»
Ele não mentiu em nenhum dos dias. No Human Design, este padrão tem nome, autoridade emocional, e é das coisas que mais se confundem com teimosia.
Como é que ele decide?
Cada pessoa tem uma autoridade: o sítio do corpo por onde chega a resposta certa. Há sete, e cada uma decide à sua maneira.
A emocional é a de quem tem o plexo solar definido. O plexo solar é o centro das emoções, e funciona em onda: sobe e desce sozinho, sem ser preciso acontecer nada.
Não há verdade no agora
No alto da onda, ele quer tudo. No fundo, não quer nada. E nenhum dos dois estados é ele.
Por isso a resposta que dá hoje não é mentira, mas também ainda não é a decisão. A verdade chega depois, quando a emoção arrefece e fica morna: sem entusiasmo e sem drama.
E ele não vai ter 100% de certeza. Não é para ter. É para ficar calmo em relação ao assunto.
Como se nota, idade a idade
Bebé. Tardes impecáveis e tardes impossíveis, com a mesma rotina e a mesma comida.
Dos 3 aos 6. Na segunda quer a natação. Na quarta chora para não ir. E não mentiu em nenhum dos dias.
Idade escolar. Diz que sim à festa de anos. Chega o dia, e já não quer ir. E começa a ouvir que nunca sabe o que quer.
Adolescência. As ondas crescem. Acaba amizades a meio de uma discussão.
O tipo não chega
Se o teu filho é Gerador ou Gerador Manifestante, este padrão é fácil de não ver. O corpo responde «sim» logo, à primeira, e parece uma decisão.
Mas cerca de metade dos Geradores tem o plexo solar definido, e para esses o primeiro sim é só o princípio da onda.
É por isso que saber o tipo não chega para saber como ele decide. A autoridade está no gráfico, ao lado do tipo.
O sinal a que vale a pena estar atenta
O sinal de alerta é o arrependimento, a seguir a decisões tomadas a quente.
E depois vem o pior: ele deixa de confiar em si. «Eu decido sempre mal.» Muitas vezes essa frase vem de ouvir, durante anos, que nunca sabe o que quer.
Repara também em dramas que passam depressa e deixam vergonha, e em evitar decidir por medo de errar outra vez.
Ele não é indeciso. Precisa de tempo, e é diferente.
E se tu também fores assim?
Então conheces isto por dentro. Dizes que sim, entusiasmada, e no dia seguinte já não te apetece nada. Uma discussão parece enorme à meia-noite, e de manhã é pequena.
E talvez já tenhas deixado de confiar em ti, de tantas vezes teres errado a quente.
Também tu sabes o que queres depois de a emoção passar, e não no momento. O mapa da família mostra como o teu gráfico e o dele se encontram.
Para lembrar
Ele não é indeciso. Precisa de dormir sobre o assunto.
Para saberes como o teu filho decide, faz o gráfico dele: precisas da data, da hora e do sítio de nascimento. E, se quiseres ver o que fazer com isto no dia a dia — o sono, a comida, a energia, e o que se passa entre vocês —, é isso que está no relatório. Há um exemplo em PDF para veres antes.